» Análise Setorial – Edição de 04/09/2017
Publicado em :04/09/2017

Análise Setorial – Edição de 04/09/2017

Sobre a saúde pública, a Folha de S. Paulo relata que, em vigor desde 2014, a chamada Lei dos Sessenta Dias determina que todos os pacientes com câncer devem ser tratados na rede pública até dois meses após o diagnóstico. No entanto, quatro em cada dez casos esperam mais do que o prazo legal para receber atendimento, de acordo com dados do Siscan (Sistema de Informação do Câncer) do Ministério da Saúde.

Já o Valor Econômico, em sua versão on-line, registra que a ANS proibiu a comercialização de 41 planos de saúde, no total de dez operadoras. A Unimed-Rio está proibida de vender 14 modalidades de convênios médicos, o maior número dentre as demais empresas. As outras operadoras com planos barrados são Unimed Norte-Nordeste, Sociedade Cooperativa Cruzeiro, Salutar, Caberj, Capesesp, Associação Auxiliadora das Classes Laboriosas, Green Line e GS Plano Global.

Extra-RJ, por sua vez, revela que, nos últimos 20 meses, os seis hospitais e os três institutos federais no Rio tiveram 16 diretores. Do ano passado para cá, todas as unidades foram atingidas pelo “troca-troca” e, segundo o jornal, os cargos se transformaram em moeda de troca política. No Diário Oficial da última quinta-feira, cita a reportagem, foi publicada a exoneração de José Oscar Reis Brito do cargo de diretor-geral do INC, apenas oito meses após sua nomeação. Brito teria sido afastado por ser ligado à deputada federal Laura Carneiro (PMDB), que votou a favor da denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o presidente Michel Temer.

O colunista d’O Globo Samy Dana afirma que, apesar de a discussão sobre o modelo de saúde privado no Brasil ser complexa e se arrastar há anos, existe alternativas que já vêm sendo adotadas no exterior. Uma delas, menciona, é o Health Savings Accounts (HSA) — em tradução livre, contas de poupança de saúde. “O modelo lembra o funcionamento de um seguro de carro. Com o HSA, você tem o plano de saúde e, sempre que precisar de uma assistência mais ampla — um acidente grave, internação, tratamento complexo ou cirurgia — paga uma franquia, e o plano de saúde arca com as demais despesas”, explica. E conclui que a alternativa pode funcionar melhor do que acontece hoje no Brasil, tendo em vista que, em muitos casos, ainda que a pessoa tenha plano de saúde, procedimentos mais complexos e vários exames não entram na cobertura. “Na prática, o consumidor paga, além da mensalidade, pela totalidade de despesas extras que podem acontecer”.

Por fim, reportagem d’O Globo aborda que uma nova geração de próteses para membros inferiores alia conforto, funcionalidade e tecnologia, mas a um custo alto: R$ 5 mil a R$ 300 mil. Antes de madeira e couro, deixando o caminhar “duro” e com um atrito tão grande sobre a pele que chegava a ferir, as próteses de membros inferiores deram um salto em evolução dos anos 1990 para cá, chegando hoje a “pés de carbono” e até joelhos com microprocessadores e sistemas a vácuo.