Publicado em :18/10/2017

Análise Setorial – Edição de 18/10/2017

O ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP), procurou desqualificar a atuação do Ministério Público Federal (MPF) em Pernambuco, onde uma ação civil pública requer o seu afastamento cautelar do cargo em função de questionamentos quanto à sua atuação na busca de uma parceria para a Hemobrás, informa o Valor Econômico Online. “É uma ação política do Ministério Público, como tantas outras que a gente vê todo dia. Não sou parte desse processo, não sou eu que decido, então a ação é inepta por princípio”, disse Barros.

Reportagem do Valor Econômico, com chamada de capa, relata que as prioridades da Amil são a expansão no Rio de Janeiro, interior e litoral de São Paulo; mudança no modelo de remuneração para os hospitais; e atendimento médico focado em atenção básica nos moldes do Sistema Único de Saúde (SUS). “Nos últimos anos, que coincidiram com o período da crise econômica no país, aproveitamos para reorganizar o grupo. Hoje, a ordem interna é crescer. O setor de saúde demanda investimento de longo prazo e quando a economia retomar precisamos estar prontos. Para nós, a retomada já começou”, diz Sergio Ricardo Santos, CEO da Amil.

Como complemento, o Valor Econômico registra que, no último feriado, o CEO da UnitedHealth Group, David Wichmann, esteve reunido em Londres com a família Bueno para discutir a venda da Rede Ímpar, holding formada pelos hospitais 9 de Julho e Santa Paula (SP), São Lucas e Complexo Hospitalar Niterói (RJ), Hospital Brasília e Maternidade Brasília (DF), segundo fontes do setor. De acordo com o jornal, a ex-mulher de Edson Bueno, Dulce Pugliesi, e sua filha Camila têm interesse em vender todos os negócios e estariam abertas a receber uma parte do pagamento em ações do grupo americano.