» Análise Setorial – Edição de 24/10/2017
Publicado em :24/10/2017

Análise Setorial – Edição de 24/10/2017

Seguindo em sua cobertura sobre as dificuldades da saúde no Rio, O Globo informa que o atendimento no Hospital Rocha Faria, em Campo Grande, continua prejudicado. Depois de 58 profissionais terem faltado ao plantão, na madrugada de sábado, ontem houve um novo desfalque. Segundo a direção da unidade, cinco médicos deixaram de trabalhar, assim como 35 pessoas da equipe de enfermagem. Segundo a prefeitura, na semana passada foram pagos R$ 5 milhões à Iabas, organização social que administra o Rocha Faria. De acordo o prefeito Marcelo Crivella, a OS só prestou contas deste valor. A Iabas, por sua vez, afirma que a prefeitura continua devendo os repasses de julho a outubro, que totalizam R$ 10 milhões.

Valor Econômico informa que a Fazenda Nacional obteve, na esfera administrativa, nova vitória na disputa que trava com as empresas sobre a tributação de planos de saúde e odontológicos. A Câmara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) entendeu que o contribuinte deve recolher contribuição previdenciária por oferecer uma cobertura diferenciada para gerentes e diretores.

Para o advogado Rodrigo Araújo, do escritório Araújo, Conforti e Jonhsson – Advogados Associados, o entendimento é um desestímulo à oferta do benefício pelas empresas, que já convivem com pesados reajustes nos contratos. “Que incentivo hoje o empregador tem para oferecer plano de saúde? Essa é uma decisão ruim para o mercado, que afeta a saúde pública”, diz.

Falando sobre custos, a coluna Mercado Aberto, da Folha de S. Paulo, registra que a idade representa um aumento médio de 4,5% por ano no preço de procedimentos médicos para pessoas com 55 a 79 anos, de acordo com a consultoria Mercer Marsh. Essa faixa etária é a que tem o maior impacto sobre a inflação médica, segundo uma análise de 67 milhões de consultas, exames, cirurgias e tratamentos realizados entre 2007 e 2016.

Entrando na repercussão sobre a mudança na Lei dos planos de saúde, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) lançou, nesta segunda-feira, a campanha “Não Mexam na Minha Saúde”, registra O Globo Online. De acordo com o Instituto, a ação tem como objetivo alertar a sociedade sobre as propostas que podem afetar o reajuste de preços dos planos de saúde para a população acima dos 60 anos, a flexibilização das multas aplicadas às operadoras e a segmentação como princípio norteador do mercado, em detrimento de dispositivos do Código de Defesa do Consumidor (CDC).

Em uma matéria que aborda as fraudes no sistema, o G1 informa que uma apuração interna do Hospital das Clínicas concluiu que um médico da equipe de neurocirurgia desviava pacientes do SUS para atendimento em seu próprio consultório. Ele indicava que os pacientes procurassem a Justiça para conseguir um aparelho que estava disponível, de graça, no sistema público. O mesmo médico é investigado pela polícia e pelo Ministério Público. A suspeita é de que ele tenha ajudado a alimentar um esquema de superfaturamento na compra dos implantes cerebrais. Segundo apuração da reportagem, Erich Fonoff está afastado de suas atividades no Hospital das Clínicas e não foi possível contato com ele nem em casa nem no consultório.