» Análise Setorial – Edição de 31/08/2017
Publicado em :31/08/2017

Análise Setorial – Edição de 31/08/2017

O Globo informa que a FDA, agência americana responsável por regular o mercado farmacêutico, anunciou hoje a aprovação do primeiro tratamento que envolve terapia gênica do país, capaz de curar alguns casos de leucemia difíceis de tratar. A Novartis, que detém a patente do tratamento, fixou nos EUA o preço de US$ 475 mil dólares pela terapia, o equivalente a R$ 1,5 milhão.

Em nota, o Mercado Aberto, da Folha, reporta avaliação do vice-presidente global da Johnson & Johnson, Issac Fikry, afirmando que os gastos com doenças ligadas a depressão e ansiedade são os que mais crescem dentro de empresas em todo o mundo. O executivo falará sobre o tema em evento do hospital Sírio-Libanês.

Conforme traz o Valor, as ações da administradora de benefícios Qualicorp tiveram a maior queda do Ibovespa ontem, de 4,4%, em meio a repercussões de uma ação movida pelo PSL (Partido Social Liberal) que questiona o papel de empresas de intermediação na contratação dos planos de saúde por adesão. A Qualicorp afirmou que a “absurda tese” apresentada pelo partido político “coincide com manifestações públicas por duas operadoras de saúde, Seguros Unimed e Central Nacional Unimed. O Sistema Unimed informou, por meio de comunicado, que “defende a revisão da regulamentação, de modo a facilitar a contratação dos planos coletivos sem essa intermediação”.

Agência Senado informa que três das maiores operadoras de planos privados de saúde serão convidadas a prestar informações à Comissão de Assuntos Sociais (CAS) sobre os reajustes das mensalidades em índices muito acima da inflação. A Amil é uma delas, ao lado de SulAmérica e Geap. O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), autor do requerimento de audiência, argumenta, em seu pedido, que chegou a ser verificado reajuste de 46,2% no mês de revisão do plano de saúde, em contraste com uma inflação anual no período de 2,71%.

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, afirmou ao Estadão que a crise financeira divulgada pela Unifesp, com reflexos no Hospital São Paulo, tem fundo político. Ele argumenta que os repasses do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf) para Unifesp correspondem a uma parcela pequena da receita (3%) e a suspensão, por si só, não justifica as dificuldades anunciadas pela instituição.