» Análise Setorial – Edições de 23/10/2017
Publicado em :23/10/2017

Análise Setorial – Edições de 23/10/2017

Em artigo para O Globo, Ligia Bahia, professora da UFRJ, diz que a proposta de empresas de planos e alguns parlamentares de alteração da lei de planos de saúde é obscura. A sugestão estabelece aumentos sobrepostos das mensalidades para idosos. Além dos reajustes anuais, sempre acima da inflação, querem impor taxas quinquenais de envelhecimento, diz ela. “Não é impróprio supor que a perspectiva de manutenção de idosos mais “jovens”, com menos riscos, está baseada no seguinte cálculo: ficar com os recém-chegados à velhice e impedir a permanência dos demais. Se a regra for aprovada, a partir de certa idade cada aniversário será uma ameaça, e não celebração”, conclui.

Entrando nos negócios do setor, o Valor Econômico informa que a Rede D’Or São Luiz está em negociações finais para a aquisição de cerca de 60% do Hospital São Rafael, localizado em Salvador. O negócio gira entre R$ 420 milhões e R$ 480 milhões, segundo o jornal apurou. Com essa aquisição, a Rede D’Or entra no mercado da Bahia.

Segunda maior rede de diagnósticos de Belo Horizonte, o Laboratório São Marcos planeja crescer por meio de aquisições e elevar sua receita em mais de 300% num prazo de quatro anos, destaca o Valor Econômico. A empresa aposta em um plano de expansão que começou a pôr em prática no início do ano. De lá para cá, comprou dois laboratórios em Minas Gerais e um em São Paulo. O São Marcos cresceu de modo acelerado nos últimos anos. Sua receita bruta saiu de R$ 5 milhões em 2005 para R$ 103 milhões em 2016, e tem previsão de atingir R$ 160 milhões este ano. Pelo plano, a meta é chegar a 2021 com uma receita bruta na casa dos R$ 700 milhões.

Sobre a saúde pública, reportagem do O Globo com chamada de capa informa que a crise que atinge a rede pública de atendimento médico vem aumentando a agonia de pacientes que aguardam cirurgias. De acordo com o vereador Paulo Pinheiro (PSOL), integrante da comissão que tem visitado os hospitais, o problema se agravou no último mês. “O problema &eacu te; de toda a rede. As UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) não estão atendendo, então a frequência de pessoas na porta de emergências como as do Souza Aguiar e do Salgado Filho aumentou. A falta de materiais fez crescer a espera por cirurgias eletivas. Se elas tivessem transcorrendo normalmente, a fila no sistema de regulação não estaria tão grande”, explicou.