» Extra – Indicação política transforma hospitais em moeda de troca
Publicado em :04/09/2017

Extra – Indicação política transforma hospitais em moeda de troca

Nos últimos 20 meses, os seis hospitais e os três institutos federais no Rio tiveram 16 diretores. Do ano passado para cá, todas as unidades foram atingidas pelo troca-troca. Algumas menos, outras mais, como o Instituto Nacional de Cardiologia (INC), o Bonsucesso e o Cardoso Fontes, que já tiveram três diretores cada nesse período. A última alteração não deixa dúvidas: o cargo se transformou em moeda de troca política.

Diário Oficial da última quinta-feira, foi publicada a exoneração de José Oscar Reis Brito do cargo de diretor-geral do INC, apenas oito meses após sua nomeação. Ele, que já era o segundo diretor do hospital num período de 19 meses, foi sucedido pelo cardiologista Rafael Diamante, plantonista do Hospital Copa Star e que não pertence ao quadro do instituto. Até a última sexta-feira, Diamante não teria sequer aparecido no seu novo trabalho. Numa assembleia de funcionários, no último dia 28, falava-se que ele teria enviado uma carta ao Ministério da Saúde informando que não assumiria o cargo. A assessoria do ministro Ricardo Barros não soube confirmar: “A definição está com a Casa Civil”, respondeu, por nota.

Brito teria sido afastado por ser ligado à deputada federal Laura Carneiro (PMDB), que votou a favor da denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o presidente Michel Temer. Antes dele, o cargo foi ocupado por Andrey Monteiro. Apesar de sua gestão ter aumentado em 30% o número de cirurgias cardíacas e em 10% a realização de cateterismos, implantes de marcapassos e consultas, com uma economia mensal de R$ 400 mil, ele também só permaneceu na direção por dez meses, sendo exonerado em dezembro do ano passado.